Casas que ganham nova vida. Vidas que ganham nova casa.
Dar nova vida ao edificado parado — e a quem envelhece só
O REVIVER é um sistema — metodologia e plataforma — que apoia os concelhos portugueses em duas frentes: reativar o edificado parado e criar a resposta de habitação colaborativa que falta a quem envelhece. Duas vertentes, um só sistema — construído em parceria com os concelhos.
Pedir mais informações Conhecer as duas vertentes
Fase de cocriação em curso — vagas limitadas para concelhos fundadores.
Um sistema, duas vertentes
Uma solução, duas frentes
O REVIVER assenta num núcleo comum — conta do concelho, standard de dados, marca, apoio às candidaturas a financiamento e suporte — sobre o qual funcionam duas vertentes que se contratam em separado. A câmara escolhe: só o Território, só o Convívio, ou os dois.
Núcleo comum
A base partilhada por tudo: a conta do concelho, o standard de dados, a marca, o apoio às candidaturas a financiamento, o suporte e a integração com os sistemas que o concelho já usa. Está sempre presente.
REVIVER Território
Conhecer e ativar o edificado parado — do inventário e da avaliação à priorização e às candidaturas. Ver vertente →
REVIVER Convívio
A habitação colaborativa intergeracional — o degrau que falta entre a casa e o lar. Ver vertente →
Primeira vertente · REVIVER Território
Uma reserva construída, subaproveitada
Portugal enfrenta, ao mesmo tempo, dificuldade de acesso a habitação a custos comportáveis e um volume elevado de edificado que está parado — a perder valor e a degradar o espaço urbano.
alojamentos vagos em Portugal — cerca de 12% do parque habitacional.
Fonte: INE, Censos 2021. “Alojamento vago” é um conceito estatístico e não equivale a “imóvel devoluto”, que é um conceito legal com procedimento próprio.
Cidades e áreas metropolitanas
Frações fechadas apesar da forte procura habitacional.
Territórios de baixa densidade
Abandono do edificado associado à desertificação e ao envelhecimento.
Em todo o país
Falta de conhecimento estruturado sobre o que existe e o seu potencial.
Nem todos os alojamentos vagos são reativáveis. Estima-se que uma parte significativa tenha potencial de mobilização através das políticas públicas e dos instrumentos legais existentes (estimativa) — e é esse subconjunto que o REVIVER ajuda a identificar e a trabalhar.
A solução
O que é o REVIVER
Uma solução completa, com duas dimensões inseparáveis, cocriada com os concelhos: um método que dá rigor e segurança jurídica, e uma plataforma que o opera à escala.
Metodologia
O método comum para conhecer e agir sobre o património, que produz evidência técnica e jurídica robusta e respeita a lei e a propriedade privada.
Plataforma
Opera o método de forma contínua e reutilizável e ajuda também a recolher e estruturar os dados — portável e sem aprisionamento tecnológico. Os dados são sempre do concelho.
Parceiro, não fornecedor
Os concelhos entram como parceiros de construção. Não é a venda de um software pré-feito.
Apoia, não substitui
Produz evidência e apoia a decisão; a decisão e as competências são sempre do concelho.
Nacional e evolutivo
Serve cada concelho e pode agregar-se numa visão nacional do território, estável entre mandatos.
Como funciona
Um método em seis passos
A metodologia conduz o concelho do desconhecimento do seu património até à sua gestão baseada em evidência. A plataforma torna cada passo digital e rastreável.
Identificar
Localizar e georreferenciar todo o edificado fora de uso — o potencial de reativação afere-se na análise.
Caracterizar
Conhecer cada imóvel (físico, jurídico e urbanístico), com evidência.
Analisar
Priorizar o que tem potencial real de mobilização.
Planear
Definir a via legal adequada e o plano por imóvel.
Mobilizar
Instruir os procedimentos com evidência e com contraditório.
Valorizar
Concretizar o novo uso e medir o impacto no território.
O que ganha o concelho
Benefícios
Conhecimento inédito
Saber, de forma estruturada, o que existe no território e o seu potencial.
Segurança jurídica
Processos instruídos com evidência robusta, mais resistentes a impugnação.
Eficiência
Menos retrabalho e decisões mais rápidas entre serviços municipais.
Base para o financiamento
A plataforma organiza a evidência e apoia as candidaturas (1.º Direito, programas regionais). O financiamento é do concelho e das entidades financiadoras — o REVIVER não o providencia nem garante.
Mais habitação
Potencial de reforço da oferta a partir do edificado existente, sem expandir o perímetro urbano.
Protagonismo
Ser concelho pioneiro e de referência, com uma gestão baseada em evidência.
Segunda vertente · REVIVER Convívio
O degrau que falta entre a casa e o lar
Entre viver sozinho em risco e entrar num lar, quase não há resposta. O REVIVER Convívio cria esse passo intermédio: habitação colaborativa intergeracional em edificado reabilitado. Os idosos partilham uma casa adaptada, com companhia e segurança; jovens ou famílias monoparentais podem integrar a mesma casa em troca de presença e pequenos apoios. Um edifício alivia dois problemas ao mesmo tempo — a solidão de quem envelhece e a pressão habitacional de quem começa a vida.
idosos a viver sós ou isolados, sinalizados pela GNR numa única operação, em todo o país.
Fonte: GNR, Censos Sénior 2025. As mensalidades de um lar ultrapassam com frequência os 1.900 €/mês, com listas de espera muito acima da oferta.
Autonomia mantida
Cada residente tem o seu espaço e a sua vida, sem os horários e as regras de uma instituição.
Companhia
Viver com outros combate a solidão — o problema de fundo, e não apenas os seus sintomas.
Segurança 24/7
Telemonitorização discreta, alertas de queda e de inatividade, e apoio a um toque.
Apoio a pedido
Refeições, limpeza e acompanhamento social quando é preciso — sem institucionalizar.
O que a plataforma entrega ao concelho
Sinalização e método
Critérios e cruzamento de dados para o serviço social identificar candidatos.
Programa e caderno técnico
As especificações da habitação colaborativa, acessível e segura.
Telemonitorização (AAL)
Sensores, alertas de queda e app da família, ligados à equipa e ao SNS.
Painel de acompanhamento
Gestão de casos e planos de cuidados para as assistentes sociais.
Modelo jurídico
O contrato certo por opção, com proteção da pessoa e da sua casa.
Gestão das candidaturas
A plataforma organiza e acompanha as candidaturas ao 1.º Direito e ao PT2030. Apoio, não responsabilidade: o financiamento é do concelho, o REVIVER não o providencia nem garante.
Confiança
Uma base séria, dentro da lei
O REVIVER não cria políticas nem competências novas. Apoia a aplicação dos instrumentos legais que já existem em Portugal — designadamente nos domínios da habitação, do urbanismo, da reabilitação urbana, da fiscalidade municipal, do procedimento administrativo e da proteção de dados.
Salvaguardas, sempre
Respeita a propriedade privada — sem qualquer coerção — e assegura o contraditório do proprietário. Produz evidência; a decisão é sempre do concelho.
Proteção de dados
Privacidade desde a conceção e minimização de dados, no respeito pelo Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). No Convívio, os dados de saúde da telemonitorização têm proteção reforçada e acesso restrito à equipa autorizada.
Documentação técnica e jurídica detalhada disponível mediante pedido, no âmbito de uma manifestação de interesse.
Perguntas frequentes
O que os concelhos costumam perguntar
Isto é um risco político?
A participação é, nesta fase, uma parceria de cocriação sem custo e sem compromisso orçamental, reversível a qualquer momento. Os benefícios são apresentados como potenciais, não como promessas — o que protege o concelho de qualquer sobrepromessa.
Tem custos para o concelho?
Não nesta fase. A cocriação — com vagas limitadas — assenta em recursos próprios de baixo esforço e no apoio da equipa REVIVER, sem investimento nem rubrica orçamental para começar. Após o piloto, a adoção da plataforma far-se-á por subscrição, pela via legal adequada; os concelhos cocriadores terão condições de parceiro fundador, a definir por acordo.
A nossa equipa técnica tem tempo para isto?
Os papéis são claros: definimos em conjunto, o REVIVER desenvolve a plataforma e o concelho opera-a — com apoio próximo durante o piloto e suporte contínuo depois. O âmbito inicial é contido, o esforço é faseado — e reduz o retrabalho futuro.
Já temos um SIG. Para que serve o REVIVER?
O REVIVER não substitui o SIG nem qualquer sistema — aproveita-os: os sistemas que o concelho já possui não são substituídos e podem ser integrados na plataforma. Traz o método e a evidência que dão segurança jurídica à decisão. E, se o concelho não dispuser de uma ferramenta de gestão de imóveis, a plataforma pode ser expandida, como evolução, para a gestão de todo o património municipal.
É a venda de um software?
Não. É uma solução (metodologia e plataforma) construída convosco, com portabilidade dos dados e sem aprisionamento tecnológico. Apoia a decisão e capacita a organização; não substitui competências.
Se a solução é cocriada, a propriedade também é do concelho?
Cocriação descreve o processo, não a titularidade — e essa clareza protege o concelho. Os dados e o inventário são e permanecem propriedade do concelho, com portabilidade e exportação total. A metodologia e a plataforma, incluindo os seus desenvolvimentos, são da entidade promotora, que concede ao concelho uma licença de utilização. Tudo fica delimitado por escrito no protocolo de cooperação.
Como sabemos que não é mais uma promessa de consultoria ou tecnologia?
É um ceticismo saudável e partilhamo-lo. Por isso não pedimos que acreditem em promessas: propomos que testem connosco, em pequena escala e sem custo, e avaliem resultados reais. Todo o trabalho distingue factos de estimativas, cita fontes e assinala o que ainda não está provado — e a decisão é sempre do concelho.
E a proteção de dados e os direitos dos proprietários?
A metodologia incorpora o RGPD desde a conceção e assenta no contraditório e na proporcionalidade. Não utiliza quaisquer mecanismos de coerção sobre a propriedade privada.
E se mudar o executivo municipal?
Foi desenhado para não se perder: o conhecimento fica documentado e institucionalizado no concelho e a metodologia é estável ao longo de mandatos.
Isto é um conceito fechado?
Não. O que apresentamos é o conceito-base do REVIVER — um ponto de partida sólido, mas aberto. Na cocriação com cada concelho, é detalhado, ampliado e adaptado à realidade local, aos dados disponíveis e às prioridades do concelho. O concelho ajuda a moldar a solução e beneficia dela.
O que é o REVIVER Convívio?
É a segunda vertente do REVIVER: uma resposta intermédia de habitação colaborativa intergeracional — o degrau entre viver sozinho e o lar. Assenta no mesmo núcleo de plataforma e de dados do Território, com telemonitorização e acompanhamento pelo serviço social. O concelho reabilita e decide; o REVIVER fornece o método e a plataforma.
Somos obrigados a contratar as duas vertentes?
Não. A câmara escolhe só o Território, só o Convívio, ou as duas. Como partilham o mesmo núcleo, acrescentar a segunda vertente mais tarde não obriga a recomeçar.
O REVIVER trata do financiamento?
Não. A plataforma organiza, acompanha e reúne a evidência das candidaturas a financiamento (por exemplo, 1.º Direito e PT2030) — é gestão e apoio. Mas o pedido, a decisão e a responsabilidade pelo financiamento são do concelho e das entidades financiadoras; o REVIVER não providencia, não concede nem garante fundos.
Como começa, na prática?
Com uma conversa técnica para alinhar o âmbito e os dados, seguida da construção de um primeiro mapa do património de uma área do concelho. As vagas de cocriação desta fase são limitadas — a seleção dos concelhos fundadores decorre em aproximadamente dois meses. Ver “Como aderir”.
Sem compromisso
Quer apenas conhecer melhor?
Peça os materiais e as respostas às suas questões. Enviamos-lhe por email o flyer e o documento detalhado das duas vertentes. É apenas um pedido de informação — não compromete o concelho a nada.
Como aderir
Um primeiro passo de baixo risco
Se preferir avançar desde já: a fase de cocriação tem um número limitado de vagas — apenas alguns concelhos serão selecionados como parceiros fundadores, com condições preferenciais a definir por acordo. Os restantes poderão aderir mais tarde, por subscrição. Se ainda só quer conhecer, use antes Pedir informações.
Conversa técnica
Com as equipas de urbanismo, jurídico, habitação e SIG, para alinhar âmbito e dados.
Definir o piloto
Escolher uma área e as fontes de dados; formalizar a parceria de cocriação — as vagas desta fase são limitadas.
Construir o mapa
Desenvolver e validar, em conjunto, o mapa do património de uma área.
Avaliar e decidir
Ver os resultados reais e decidir, com evidência, os próximos passos.
Manifestar interesse
Deixe os seus dados e entraremos em contacto. Sem compromisso — e a manifestação de interesse posiciona o concelho na seleção para as vagas de cocriação.
Email: contacto@reviver.pt